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Polícia identifica corpo de japonesa achado em cachoeira de centro usado por João de Deus

Por Raimundo Bezerra em 17/11/2020 às 20:00:38

A Embaixada Japonesa no Brasil enviou seus representantes ao IML (Instituto Médico Legal) de Anápolis, a 36 km de Abadiânia, para realizar a liberação do corpo.

A Polícia Civil não divulgou a identidade do jovem preso pelo assassinato e ocultação de cadáver de Hitomi. Em depoimento, o preso que estava sendo cobrado por uma dívida de drogas e foi ao local, que sabia que era frequentado por muitos estrangeiros, para tentar assaltar alguém. Em seguida, conforme seu relato, ele abordou a japonesa, e ela ofereceu resistência. Depois, o suspeito disse, a enforcou usando a própria camisa, por medo de ser denunciado.

O jovem também disse à polícia que não encontrou nada de valor com a vítima e, por isso, roubou uma peça de roupa dela e outros pertences, que, segundo ele, foram queimados em seguida. Durante seu depoimento, o suspeito contou ter achado um litro de combustível que usou para atear fogo nos objetos.

Na investigação, a polícia teve auxílio de imagens de câmeras de monitoramento que mostram o jovem deixando, de bicicleta, o local. Em uma das imagens, ele aparece com uma roupa branca em seu ombro direito, a qual, segundo os investigadores, pode ter sido roubada da vítima. Segundo a polícia, o jovem ainda não apresentou advogado.

Conhecida por receber pessoas do mundo inteiro em busca de tratamento espiritual, a Casa Dom Inácio de Loyola foi fundada por João de Deus. Após a prisão dele, o local continuou a receber visitantes, mas em número bem menor. O comércio da cidade, movimentado pelo turismo religioso, praticamente parou após o escândalo sexual.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No último dia 4, João de Deus recebeu alta médica de um hospital particular em Brasília, onde estava internado desde o dia 24 de outubro. Ele foi submetido a cirurgia de cateterismo e também faz tratamento quimioterápico por causa de um câncer no estômago.

Advogado de João de Deus, Marcos Lara disse que o seu cliente não frequenta mais a Casa Dom Inácio de Loyola desde que foi preso. "Ele não pode passar nem na rua da casa nem interferir presencialmente ou espiritualmente", afirmou. Segundo o advogado, o quadro de saúde do preso é regular e estável. Ele passa o dia em sua casa própria, em Anápolis, com auxílio de funcionárias, e recebe visita dos filhos.

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