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Saiba a reação de Marcola, chefão do PCC, ao saber de fuga em Mossoró

A fuga histórica de dois integrantes do Comando Vermelho chegou aos ouvidos de Marcola, líder máximo do Primeiro Comando da Capital

Por Carlos Carone, Mirelle Pinheiro em 18/02/2024 às 09:46:45

Milion√°ria, detentora de enorme poder bélico e considerada a maior e mais temida facção criminosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) sempre teve como um dos principais objetivos devolver a liberdade a Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder m√°ximo da organização. No entanto, os planos de fuga nunca vingaram, sempre frustrados pelas forças de segurança federais.


A fuga histórica justamente de dois integrantes do Comando Vermelho — rival do PCC — de uma cela de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) da penitenci√°ria federal em Mossoró (RN) chegou aos ouvidos do chefão da facção paulista. No entanto, após saber da fuga inédita, Marcola não fez qualquer coment√°rio e demonstrou semblante "ap√°tico", segundo apurado pela coluna Na Mira.


Os faccionados do CV conseguiram escapar de uma unidade federal utilizando uma estratégia que ainda é alvo de investigação. O PCC j√° havia, em 2022, finalizado 90% de um planejamento para executar um resgate cinematogr√°fico, que ocorreria no presídio federal de Porto Velho (RO). A intenção foi interceptada pelas autoridades, e a investida acabou suspensa pelos faccionados.


R$ 60 milhões


Quase como uma obsessão, o desejo do PCC em devolver a liberdade a Marcola tem um preço, e custa caro. Toda a estrutura montada para tirar o plano do papel teria custado cerca de R$ 60 milhões. A fortuna seria investida na contratação de assaltantes especializados na modalidade criminosa conhecida como "novo cangaço", que invade e domina pequenas cidades no interior do país. Todos são especializados em roubos a bancos.


J√° a fuga dos detentos facionados do CV teria custado bem mais barato. Rogério da Silva Mendonça, 35 anos, e Deibson "Tatu" Cabral Nascimento, 33, desapareceram em uma √°rea de mata fechada após fugirem por um buraco no telhado do presídio. Depois de furtarem pertences de casas em uma √°rea rural, eles foram vistos carregando mochilas e calçando t√™nis.


A região é a mesma onde a polícia encontrou vestígios de pegadas, roupas, toalhas e lençol. O policiamento no local foi reforçado. A força-tarefa policial que est√° no encalço dos fugitivos concentra as buscas em um raio de 15 km em torno do presídio.


Na manhã dessa quinta-feira (15/2), a Polícia Federal (PF) enviou a Mossoró diversos drones, cães farejadores e helicópteros para as buscas. Mais de 300 policiais estão envolvidos na procura. Os drones t√™m tecnologia avançada e contam com câmeras de infravermelho.


Por determinação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, foi criada uma força-tarefa com integrantes da PF e da Polícia Rodovi√°ria Federal (PRF) para participar das buscas. As forças policiais do Rio Grande do Norte também estão mobilizadas.


Os policiais acreditam que Rogério e Tatu não avançaram muito na fuga, dado o cerco montado para ach√°-los. Na zona rural de Mossoró, as equipes identificaram pegadas e recolheram roupas, toalhas e lençóis. De acordo com os investigadores, essas peças teriam sido furtadas de uma resid√™ncia que fica perto da penitenci√°ria.


Intervenção


A fuga inédita levou o Ministério da Justiça e Segurança Pública a tomar procid√™ncias. Ainda na noite de quarta-feira (14/2), o ministro Ricardo Lewandowski determinou o afastamento imediato da atual direção da penitenci√°ria potiguar.


Lewandowski nomeou o policial penal federal Carlos Luis Vieira Pires como interventor no presídio, para assumir o comando da unidade. Vieira Pires embarcou para o local, na tarde de quarta, juntamente com o Secret√°rio Nacional de Políticas Penais, André Garcia.


A Penitenci√°ria Federal de Mossoró foi inaugurada em julho de 2009 e est√° situada em uma √°rea rural no Rio Grande do Norte. Atualmente, 68 presos estão no local.


Rogério e Tatu foram transferidos ao presídio de Mossoró em setembro de 2023. Ambos cumpriam pena no Complexo Penitenci√°rio de Rio Branco, no Acre, e participaram de uma rebelião no Presídio Antônio Amaro Alves que deixou cinco detentos mortos – dentre eles alguns decapitados –, em julho de 2023.


Ligados ao Comando Vermelho, Deibson Nascimento e Rogério Mendonça estiveram "diretamente envolvidos" com a rebelião, segundo o governo local.



Texto: Carlos Carone, Mirelle Pinheiro

Foto: Reprodução



Fonte: Metrópoles

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